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Cabriz lamenta a destruição do Museu Nacional do Brasil

Cabriz lamenta a destruição do Museu Nacional do Brasil, que também é parte da nossa história

O mundo assistiu, hoje, com grande tristeza, à destruição do Museu Nacional do Brasil, instalado no Palácio de São Cristóvão, situado na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O museu, consumido por um incêndio de grandes dimensões, albergava uma vasta coleção museológica, que incluía desde arte indígena a meteoritos e um importante espólio de egiptologia, destacando-se também por ter sido residência dos Bragança no Brasil. Na Sala do Trono havia ainda mobiliário e vários objetos que pertenceram à família real. O incêndio destruiu, quase por completo, o acervo do Museu Municipal.
A Quinta da Boavista é um complexo paisagístico público de grande valor histórico, que também faz parte do roteiro Cabriz, uma vez que o Dão mais vendido do mundo está presente na carta de vinhos do mítico restaurante Quinta da Boa Vista, cuja própria ementa espelha a herança histórica do lugar. Aqui, são oferecidos aos clientes pratos como o bacalhau à D. Pedro (lombo de bacalhau grelhado, batatas portuguesas, petit-pois e palmito) – ótimo para acompanhar com Cabriz! – ou o café de filtro, feito da maneira que o Rei D. Pedro apreciava!
O Palácio de São Cristóvão foi oferecido por um comerciante rico à família real portuguesa em 1808, quando esta chegou ao Rio de Janeiro para escapar às tropas napoleónicas. Foi residência de D. Maria I, até à sua morte, e de D. João VI até este regressar a Lisboa, em 1821; aqui viveu D. Pedro I do Brasil (IV de Portugal) e nasceu D. Maria II, além de D. Pedro II do Brasil, ambos filhos da imperatriz Leopoldina, uma Habsburgo, pelo que este edifício tinha uma forte ligação à história de Portugal.
Cabriz lamenta esta tragédia sem precedentes, a destruição daquele que era o mais antigo museu do Brasil e seu acervo histórico, arqueológico, antropológico, etnográfico e de história Natural de importância mundial. Este acervo incluía, entre outras coisas, a maior coleção egípcia da América latina, com múmias intactas dentro dos seus sarcófagos, para além de um acervo histórico africano, americano, pré-colombiano, grego, mediterrânico, do Brasil pré-histórico como, por exemplo, fósseis da mais antiga brasileira encontrada. O incêndio consumiu, ainda, uma biblioteca valiosíssima, com obras tão importantes como os livros de expedição de Napoleão no Egipto e o diário de viagens de D. Pedro II às pirâmides e a Luxor.
Estamos todos de luto.
NOTA: Foto da autoria de Roberto da Silva.

Fonte: https://bit.ly/2wJJqM8

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